Minhas partículas estão dançando!

“Oh sol, levante-se. Partículas estão dançando. Eu vejo espíritos sem cabeça, sem pés dançando em êxtase. Alguns estão dançando na cúpula do céu. Aproxime-se. Eu lhe direi para onde eles estão indo.”

Esse é Rumi falando do livro “Crazy As We Are”, escrito pelo Dr. Nevit O. Ergin.

Rumi certamente tinha jeito com as palavras. Dançar é o movimento da liberdade; ele me conecta ao som da minha música interior, que está constantemente tocando na consciência.

Rumi era o místico dançante original; ele se conectou ao seu eu interior girando, e essa dança tornou-se a arte de adoração para seus seguidores. A dança é usada há séculos por culturas ao redor do mundo para honrar e adorar um poder superior.

Dançar me leva a uma zona livre onde posso ser eu mesma e compartilhar minha liberdade com os outros. Meu corpo se move em gestos de brincadeira e ações alegres que vêm de dentro de mim. estou em outro lugar; um lugar de bem-estar onde há apenas uma sensação do meu espírito deslizando pelo ar da existência física. Dançar é a arte de elevar meu ego à porta do despertar. Dançar me faz sentir bem; traz à tona outra parte de mim que se liga ao mundo ao meu redor. Sou uma partícula de êxtase flutuando com outras partículas que se estendem e tocam as estrelas. Dançando com as estrelas eu me torno um deles no movimento astuto da unidade. Minha consciência está livre para focar em outros momentos da realidade e atualizar meu propósito de existência. A dança me transforma no que sempre fui, mas esqueci que sou; um sonho de grande expansão.

O filósofo Friedrick Nietzsche explica a dança desta forma:

Na música e na dança, o homem se expressa como membro de uma comunidade superior; ele esqueceu como andar e falar e está a caminho de voar, dançando no ar. Seus próprios gestos são de encantamento… Ele se sente um deus, andando em êxtase, exaltado, como os deuses contemplados em seus sonhos… Ele não é mais um artista, tornou-se uma obra de arte. Em um paroxismo de embriaguez, o poder criador de toda a natureza veio à luz nele no mais alto êxtase daquele que é Tudo. A natureza, com sua verdadeira voz indisfarçada, clama a nós: “Seja como eu sou! Eu, a mãe primordial sempre criadora em meio ao fluxo incessante das aparências, sempre impelindo à existência, encontrando externamente nessas transformações satisfação.”

Então é. A dança me traz a sensação de alegria; traz-me a emoção da excitação; entretém meu espírito e me torno quem sou. A música está sempre tocando, tudo o que preciso fazer é ouvi-la e me levantar do meu assento de solidão e dançar. Minha dança preenche as rachaduras do meu pensamento; pinta meu mundo com brilho e banha minha realidade com abundância.

Posso ter a próxima dança com você?



Source by Hal Manogue

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.